19/07/2008




“Eu não vou deixar”... Foi isto que ouvi há alguns dias atrás, onde tudo parecia correr pelo melhor, como quando o rio corre para o mar, sem quaisquer obstáculos, mas eu acreditei, parecia real, não era como um fantasma que nos deixa levar para onde quer sem se preocupar em qual será a nossa reacção, por isso, esse que viria mais tarde a ser o fantasma do amor, levou-me para a mentira.

Fantasmas de gostar, pensar, sair, amar, viver, reviver, tentar, adorar, sentir, cheirar, tocar, ver...resumindo, são fantasmas do amor, e esses parecem não se preocupar com aquilo que o seu nome carrega, o amor!

Esse, a quem chamo de fantasma do amor, não me fez ganhar, mas sim perder, perder quem eu pensei que tivera ganho, mas nada é certo, nada é eterno, nada é verdade absoluta, nada é nada e pronto e muito menos alguém é de alguém, apenas é-se parte de alguém e ninguém é mais que o outro.

Fantasmas que nos seguem como se fizessem propositadamente para que o novo dia fosse tudo menos o idealizado, como um passo de dança que falhamos e nos deixa tropeçar, aqui e agora. Amanhã que é um novo dia, que posso esperar? Uma novidade deste Fantasma do Amor?

Não te quero por perto, quero que o caminho que possa vir a ter pela frente seja totalmente escolhido e decidido por mim, sem quaisquer influências externas àquilo que sinto. Não vou deixar.

Adeus oh Fantasma do Amor!